Já não é novidade que o empreendedorismo tem aumentado exponencialmente no período que estamos a atravessar. Uma das áreas que mais cresceu é a da impressão e personalização de objetos. Para aqueles que procuram iniciar um caminho nestas áreas, a Fabriprint possui uma vasta gama de produtos que se adequam às suas necessidades.
Hoje vamos abordar a estampagem através de transferência térmica. Se quer saber mais sobre os vários tipos de transfers, acompanhe este artigo e escolha os que fizerem mais sentido para o seu projeto.
Para começar, vamos ver no que consiste o papel transfer:
– Durante a impressão o papel transfer recebe uma camada de tinta que depois será transferida , por meio da pressão e calor de uma prensa térmica, para qualquer material, nomeadamente têxtil. Ou seja, serve como intermediário para o transporte de tinta. No final do processo é removido e descartado;
– O papel transfer faz uma combinação apropriada com o tipo de tinta ou toner, ou seja, com a tecnologia de impressão da impressora. As características dos transferes mudam conforme as particularidades dos demais elementos do processo, nomeadamente a tecnologia de impressão, daí que, o transfer não seja considerado um componente isolado dos outros;
– O papel transfer é um elemento fundamental no processo de impressão de estampas e, por isso, saber escolher qual o transfer adequado é fundamental para ter sucesso na estampagem. Afinal, é ele que recebe a impressão das imagens que serão transferidas posteriormente para substratos diversos (t-shirts, canecas, canetas, azulejos, etc.) por meio do calor e da pressão. Os papéis transfer são classificados em três grupos (cada qual para um tipo de impressora):
– Inkjet
– Laser
– Sublimação
No mercado existe uma infinidade de papéis transfer. A seguir vamos olhar para os principais tipos, para que seja mais fácil escolher o que melhor se adapta a cada situação.
Papel transfer inkjet (jato de tinta)
O papel inkjet foi desenvolvido para o uso em impressoras a jato de tinta e é constituído por diversas camadas, cada uma com uma função distinta. Veja:
– Camada superior – tem como objetivo fazer a gestão da tinta e é composta por polímeros microporosos que recebem e encapsulam a tinta. Preserva os pontos que compõem a imagem e protege-a contra a humidade;
– Camadas de ligação – são compostas por um material termoplástico que promove a adesão da tinta durante a prensagem;
– Camada inferior – garante que a tinta e os elementos
de ligação sejam desprendidos do papel para que este seja removido e descartado no final do processo. Confirme a cor do fundo que vai receber a imagem e escolha o transfer para cores claras ou cores escuras.
Papel transfer para impressão a laser (toner)
Apesar de se parecer com o papel inkjet, o laser é bastante diferente quanto ao que contém abaixo da camada superficial. Ao contrário do transfer para jato de tinta, em que a tinta fica encapsulada, a película de toner fica apenas na superfície do transfer. Mantém-se, então, a necessidade de utilizar os agentes que levam ao desprendimento (destaque) do papel. Vejamos alguns transfers:
– Papel transfer FOREVER Classic+Universal A3 – o mais comum, utilizado para fundos claros ou brancos
– Papel transfer FOREVER Laser-Dark – adequado para fundos escuros ou pretos
Como no papel transfer inkjet, toda a área do transfer (A4 ou A3) é transferida para o substrato. Isto faz surgir uma “sombra” que ocupa toda a área do transfer, a qual deve ser recortada.
Existem, contudo, outros tipos que têm um papel especial em que é transferida apenas a imagem e por isso, não necessita de recorte. Vejamos alguns destes:
– Transfer Flex-Soft (No-Cut) FOREVER
– Transfer FOREVER Laser-Dark (no-cut) LOW TEMP
Assim, para aqueles que necessitam de recorte é fundamental possuir uma plotter de corte. Se ainda não iniciou o seu negócio e não possui nenhuma, escolha entre as Silhouette Portrait 2, Cameo 4, Cricut Maker ou Explore Air 2.
Papel transfer para sublimação
O papel transfer para sublimação é usado para receber tinta sublimática de impressoras a jato de tinta (inkjet), usualmente conhecidas como “impressoras para sublimação”. As propriedades químicas dessa tinta são radicalmente diferentes das pigmentadas, pelo que o papel é especialmente desenvolvido para o processo de sublimação.
Enquanto a tinta inkjet padrão, aquela que é vendida originalmente com as impressoras jato de tinta, usa agentes de ligação para que fique retida na superfície do tecido, a tinta sublimática penetra na fibra, liga-se e colora as próprias fibras do tecido. Isto é, a própria fibra fica impregnada de tinta. Neste caso, os transfers não precisam de agentes de ligação.
Ao contrário dos papéis inkjet e laser, por não ter agentes de ligação, só é transferida a superfície impressa do papel de sublimação. A tinta de sublimação transforma-se em gás durante o aquecimento e ao arrefecer solidifica-se e penetra nas fibras de poliéster do substrato. Nunca se esqueça que o processo de sublimação está pensado para imprimir em substratos sintéticos e brancos, sejam têxteis sintéticos/poliéster ou peças revestidas com uma camada de poliéster. A FOREVER desenvolveu um papel transfer adequado para impressões em tecido 100% algodão, visto ser um nicho de mercado por explorar. Leia aqui o artigo sobre o Subliflex 202 para descobrir as suas vantagens e limitações.
Conforme foi explicado, cada tipo de papel transfer foi desenvolvido para um determinado tipo de impressoras. Antes de escolher o transfer confirme aquilo que pretende e não se esqueça que o passo mais importante neste processo é a escolha adequada à impressora e ao substrato e cor de fundo.
Na Fabriprint encontrará todos os equipamentos e consumíveis referidos neste artigo. Preparado para começar esta jornada? Venha explorar connosco.



